segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Na onda da coleta seletiva de lixo, como anda o seu pensamento?


Todo mundo fala que é necessário que nos eduquemos para conviver em paz com o meio ambiente. Nesse caso, devemos, como é correto afirmar, evitar os desperdícios e tratar os resíduos com adequação e visão de futuro. Além disso, o uso correto dos recursos naturais é um dever de todos. Tudo muito lindo, muito bonito, dá até votos. Mas, e os pensamentos? E como disse Jesus "onde estiver o teu coração
“onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6.21).

Não adianta apenas pensar em dar destino aos nossos resíduos ou de encontrar soluções para preservar o meio ambiente. É preciso pensar e agir no ambiente do nosso coração, "porque de dentro do coração dos homens é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos esses males vêm de dentro e contaminam o homem” (Mc 7.21-23; Mt 15.19).

Concordo que devemos sempre pensar no coletivo, no processo de reeducação dos habitos e numa postura que nos permita a trabalhar sempre pensando no modelo mais justo para que aproveitemos a natureza e façamos bom uso dos recursos naturais. Mas, também, com maior intensidade, devemos nos esforçar para atuar dentro do ambiente interno, onde as nossas emoções de estabelecem.

Como sabemos, o plástico demora mais de 100 anos para de decompor, o mesmo tempo do aço, mas o vidro, o alumínio e a borracha duram outros tantos. Semelhante a esses, são também as nossas vibrações na maledicência, no orgulho, na inveja, no rancor, no ódio...

E como reciclar esses sentimentos que se encontram dentro de nós? Não há outro caminho se não o perdão, a reconsciliação, conforme nos convidou Jesus a fazer: "Reconcilia-te o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto todos estais a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão – Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houver pago o último real. (Mateus, cap. V, vv. 25 e 26).

Esse é o nosso maior desafio: tanto quanto pensarmos no meio ambiente, também trabalharmos pela melhoria do ambiente íntimo, da tão falada "reforma íntima". Se o papel reciclado economia 50% de energia, o vídeo 13% de energia e o alumínio 95%, o amor e o perdão economizam muito mais, evitando o surgimento das doenças da alma. Pensemos todos nisso.

2 comentários:

  1. Muito bem lembrado!
    Não devemos apenas ter cuidado com o lixo-material que produzimos, mas também com o pensamento-lixo! haha
    Abç!

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  2. Fernando Antonio de Barros Lins24 de dezembro de 2010 23:18

    É indispensável que o campo da ecologia passe também pela ecologia do espírito, haja vista que, os nosso pensamentos geram energias que dão vida, logo, necessário o é que passemos sempre a gerar pensamentos concatenados ao Cristo através das limpezas gerais da nossa mente, mediante o ORAI E VIGIAI, continuadamente.

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